Número de policiais militares baianos mortos chega a 22 em 2021

Os noticiários policiais mostraram três situações recorrentes no ano 2021: assaltos a instituições financeiras, invasões de casas com inocentes por suspeitos em fuga da polícia e assassinatos de policiais militares. Esse último caso, não é à toa: o número de homicídios dos servidores cresceu 69% em 2021, entre janeiro a outubro, em comparação com o mesmo período do ano passado.

De acordo com a Polícia Militar, dos 22 policiais mortos, oito estavam de serviço, ou seja, morreram em confronto ou foram surpreendidos em diligências; sete foram atingidos enquanto estavam de folga e sete alvos eram da reserva remunerada. Em 2020, o número de policiais mortos chegou a 13, sendo que apenas um estava trabalhando e os demais, 12, estavam folgando.

BNews conversou com policiais militares, que preferiram o anonimato, sobre o crescimento de mortes que traz preocupação para a categoria.

Questionado sobre a posse de armas pesadas acessíveis a suspeitos nas comunidades, ele foi categórico: “estamos enxugando gelo”.  “É difícil dizer porque cada vez mais nos surpreendemos com a quantidade de armas que esses caras têm. Vamos lá, montamos base, intensificamos o policiamento, mas eles não temem e acredito que seja por essas armas, eles se sentem imbatíveis e não é bem assim. Tem horas que o desânimo bate, mesmo sabendo da importância da instituição e vendo tantos colegas morrerem a sensação é que estamos enxugando gelo”, lamentou.

O outro policial que conversou com a reportagem é pai de um menino de sete anos e confessa que o filho pediu para ele sair da corporação, após um colega do mesmo batalhão ser assassinado. “Eu acredito na força que a gente tem, não dá para entregar o jogo para o lado errado. É isso que falo para minha família, eu amo o que faço e confesso que foi um ano tenso, especialmente quando perdi um colega que trabalhava comigo, meu filho conhecia ele e pediu para eu sair do trabalho. Além de ter força para enfrentar a rua, preciso enfrentar o medo da minha família”.

Relembre casos que marcaram o ano:

Tenente morto em operação

O tenente Mateus Grec de Carvalho Marinho, que morreu na noite do dia 12 de setembro durante troca de tiros com suspeitos no bairro de Cosme de Farias, estava há seis anos na Polícia Militar. Membro da Rondesp Atlântico, ele atuava no operacional.

No momento do ataque, Grec estava com colegas da Rondesp e da 58ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM/Cosme de Farias) foram surpreendidos por cerca de 20 suspeitos em uma região conhecida como Alto do Cruzeiro. Atingido no tórax, ele não resistiu ao ferimento.

PM morto por engano em Pernambuco

O soldado da Polícia Militar da Bahia (PM-BA) Joanilson da Silva Amorim foi morto no dia 13 de setembro, após ser atingido por engano por tiros da Polícia Civil de Pernambuco, em Petrolina (PE).

A situação ocorreu próximo à residência do policial, por volta das 18h, no bairro Jardim São Paulo. Joanilson estava de folga, mas foi acionado por moradores da vizinhança para capturar suspeitos que teriam invadido imóveis da região.

PM da reserva alvejado em bar de Salvador

Um policial militar da reserva, identificado como Izidio Monteiro Bulhões Júnior, de 52 anos foi morto a tiros em um, localizado no bairro de Jardim Nova Esperança, na região da Estrada Velha do Aeroporto, em Salvador, na noite de 29 de agosto.

Um vídeo do circuito interno de segurança do estabelecimento mostra a chegada do suspeito, sem máscara e correndo, ele já mostra a arma em punho e vai em direção ao policial. Testemunhas ouviram, pelo menos, sete tiros durante a ação criminosa.

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Fonte: BNews

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