Prefeitura de Cardeal da Silva ignora MPBA e gasta R$ 900 mil em show de Nattan

Fonte:  Alô Entre Rios

A Prefeitura de Cardeal da Silva decidiu contratar o cantor Nattan para a tradicional festa de Santo Antônio, marcada para o dia 12 de junho de 2026. O que tem chamado a atenção, no entanto, é o valor que será pago ao artista: R$ 900.000,00.  Esse gasto quase milionário levanta questionamentos porque vai na contramão do que recomendam os órgãos que cuidam do nosso dinheiro (Ministério Público da Bahia (MPBA) e os Tribunais de Contas (TCE e TCM)) e também de decisões recentes da Justiça em casos parecidos.

 

 

O “Sinal de Alerta” do Ministério Público na Bahia Para evitar desperdício de dinheiro público nos festejos juninos, o Ministério Público da Bahia (MPBA) e os Tribunais de Contas (TCE e TCM) criaram um manual de regras para os prefeitos.

  • A regra diz que qualquer contrato de show que custe mais de R$ 700 mil entra em uma faixa de “atenção especial”, pois representa apenas 1% dos shows mais caros do estado.

  • Para a prefeitura ter o direito de gastar todo esse dinheiro, o prefeito é obrigado a provar que a cidade tem dinheiro sobrando no caixa e que o salário de todos os servidores está em diaAlém disso, a prefeitura tem que garantir, por escrito, que não vai precisar tirar dinheiro de outras áreas importantes para bancar a festa.

O mesmo show foi barrado na Justiça no Piauí por ser muito caro

Para termos uma ideia de como R$ 900 mil é muito dinheiro, o mesmo cantor (Nattan) teve um show cancelado pela Justiça na cidade de Campo Maior, no estado do PiauíO valor do show no Piauí era de R$ 800 mil, ou seja, R$ 100 mil a menos do que Cardeal da Silva quer pagarO juiz suspendeu a contratação depois que o Ministério Público do Piauí provou que a cidade estava passando por dificuldades financeiras e cheia de dívidas, não tendo condições de pagar por uma festa tão cara.

O MP já está agindo em outras cidades baianas 

O Ministério Público já mostrou que não vai deixar os prefeitos gastarem à vontade.

  • Na cidade de Euclides da Cunha, por exemplo, o MP exigiu que a prefeitura refizesse os contratos do São João.

  • A investigação descobriu que a cidade estava pagando por shows valores que chegavam a ser quase 78% mais caros do que a média cobrada no ano anterior.

  • Lá, a recomendação foi clara: a prefeitura só poderia pagar o valor médio do ano passado, somado apenas à inflação do período.

O que acontece agora?

Com um contrato assinado no valor de R$ 900 mil, Cardeal da Silva ultrapassou em muito o limite de alerta de R$ 700 mil criado pelo Ministério Público da Bahia
. Agora, os órgãos de controle devem analisar as contas da cidade para saber se a prefeitura realmente cumpriu todas as regras financeiras exigidas para pagar quase um milhão de reais em uma única noite de festa, sem deixar faltar o básico para os moradores.

E você o que acha desse valor gasto ? É necessário para ter uma boa Festa?? ou deveria ser investido em outra coisa ?